domingo, 1 de dezembro de 2019

Encerramento


Após passarmos por todos esses dias, fica aqui o meu agradecimento pelas aulas e a experiência adquirida. Trabalhar o quanto que seja com arte é imensamente gratificante, extrair conhecimentos desta para a confecção do trabalho de educador mais ainda. Sendo assim, recomendo que os próximos alunos aproveitem ao máximo a oportunidade. 

Até mais!



Thallita (Ceci) Mota de Oliveira

Nona aula

Nona aula

Incrivelmente eu me recordo de poucas coisas dessa aula, embora ela seja importante já que foi nela que vimos os resultados em curta dos colegas. Particularmente os que vi eu gostei bastante, o das meninas do noturno ficou super bem feito e o fato de conversar com temas da política atual foi mais legal ainda.

Depois disso o último grupo dos seminários se apresentou, o tema deles era: ''Pedagogia dos multiletramentos e minicontos multimodais'' novamente é impossível não recordar da Professora Neiva com essa temática. Se discute com esse tema a necessidade da escola se diversificar suas atividades, agregando novas formas de comunicação.

É impossível para a escola acompanhar todas as evoluções que vem ocorrendo ao longo dos anos, no entanto é necessário sempre renovar a forma de ensino, afinal os alunos de hoje não são mais ou mesmo de 10 anos atrás. As ferramentas de acesso a comunicação ampliam as fronteiras e devem ser assimiladas pela escola quebrando paradigmas conservadores de educação.

Agora sim me recordo de um ponto importante deste dia. Durante um momento da aula descobrimos que o Ex-Presidente Lula estava livre. Foi #LulaLivre para todos os lados. Foi difícil nos concentrarmos a partir daí. Eu admito que abri o instagram e fiquei com um dos lados do fone ouvindo o discurso dele após sair da cadeia.

Não sei se a professora notou isso, o grupo que estava se apresentando continuou seu trabalho normalmente e após o rebuliço da notícia se apaziguar levemente, passamos a prestar um pouco mais de atenção à fala deles.

Por fim a professora deu algumas considerações e chamou para comentarmos. Lembro que a Diana falou alguma coisa, elogiou inclusive uma das moças do grupo que estava se apresentando, e claro, comentou sobre o ocorrido com o Lula.

Sétima aula - Oficina do Objeto

Sétima aula 

Oficina do Objeto

Infelizmente também não pude estar nessa aula, acredite eu tentei. Cheguei ao ponto de estar toda arrumada para ir, mas devido a problemas na minha casa precisei ficar. Eu fiquei um pouco chateada porque as oficinas são literalmente as melhores aulas da disciplina, e eu já tinha tido resultados insatisfatórios na oficina de fanzine.

Sei um pouco sobre esse dia, aliás, kkkkk, as fotos da mesa não me chocam nem um pouco. Vários livros e alguns kindles, ''letreiro'' é assim. Embora eu ame todos os meus livros, se tivesse ido para a faculdade teria levado - muito provavelmente -  algumas das minhas pedras (fragmentos de rocha) e conchas. Eu tenho vários cristais, não costumo levá-los para passear com frequência, exceto para lavar na água do rio ou tomar sol.

A outra opção seriam alguns dos meus desenhos, k, mas provavelmente não teria rolado porque eu não consegui entendê-los como objeto.

Enfim, não tenho muito o que dizer além disso, sorry, professora. Vou deixar algumas fotos das pedras a seguir:









Oitava aula

Oitava aula

Oficina de Stop-motion 

Como diria o jovem manauara ''Aí sim, meu patrão''. Nesse dia eu tinha 293840824 de coisas pra fazer e quando cheguei na faculdade o meu grupo já estava do lado de fora começando a se organizar. Perguntei em que pé andavam as coisas e ouvi o breve relato do nosso roteiro. Rimos muito e fui pro barranco alterar a posição dos bonequinhos.

Eu já sabia que ia acontecer a oficina então fui preparada com vários ''bregueços'' pessoais. Calhou de que o barco usado por nós, foi uma folha (não me pergunte do que, pois desconheço a planta) que eu tinha colhido de alguma andança pela mata tempos atrás. Por sorte também, nesse dia fui de havaianas e short. Um dia sem dúvidas feliz, andar sempre de tênis e calça (mesmo que eu evite ao máximo jeans) me dá agonia.

Eu me empolgo muito com esse tipo de atividade, então fiquei todo o tempo auxiliando no processo. Todo mundo ajudou, é claro, mas eu acho que nem todos se divertiram tanto quanto eu. Eu até compreendo, estava um dia mormacento. Enfim, entre mexe-mexe de boneco, fotos embaçadas e quilos de barro nas sandálias e sapatos do povo conseguimos fazer o curta. 

O resultado foi... lastimável.

É, eu sei, bem chato que todas as minhas oficinas tenham me rendido resultados insatisfatórios. MAS, não é preciso choro. Quando voltamos para sala a professora comentou sobre o processo, sobre experimentação e deixou aberto que poderíamos refazer nossos vídeos. Plau, marcamos de refazer na terça de manhã, resultado: fizemos quinta-feira a noite no r.u. 

Literalmente fomos os últimos a sair. A Ester até ficou responsável por apagar as luzes. Foi um dia tenso, Ranmeson e Lourdes estavam tristes pois perderam um capítulo da novela. O bom foi que em dado momento o celular em que estavam sendo feitas as fotografias descarregou, aí eles usaram esse tempo para assistir um bocadinho da novela.

Enfim, o resultado desse segundo vídeo foi muito mais satisfatório. Eu realmente acho aquele porco profeta a coisa mais fofa do mundo. O ponto alto para mim é a Baleia dentro do barco, sério, isso me lembra o D2 que nos trás infinitas possibilidades de criar. Resultado: amei fazer stop-motion e certamente farei outros. Quero fazer a cena icônica de ''2001 - Uma Odisseia no Espaço'' só para começar.




















Sexta aula

Sexta aula


Novamente cheguei no horário certo na faculdade. Sempre que preciso apresentar algum trabalho chego com antecedência. A razão disso é que tiro o máximo de tempo para reler anotações ou fazer novas anotações. Além de ser bastante tímida, sério, eu passo mal falando em público (o que eu tento fazer sempre que posso até acostumar) estou em um período de esquecimento brutal.

Nesse dia nos precisávamos apresentar o texto 8 ''Leitura de gêneros discursivos em livros didáticos: limitações e dificuldades'' da Maria Aparecida Garcia. Esse tema me recorda bastante das aulas de ''Leitura e Produção Textual'' da Professora Neiva. Pois muito bem, eu tinha lido o texto no dia anterior e também na sexta-feira em questão, esquematizamos com antecedência o que cada um iria falar. A minha parte não era muito extensa, afinal o texto é relativamente pequeno.

O meu tópico de discussão intitulava-se ''A leitura pela proposta de livros didáticos de Língua Portuguesa''. Nele se pontua que as discussões acerca do livro didático vem sendo feitas desde o final da década de 70 por autores como Geraldi (1984), Mendonça (2001), Marcuschi (1997), Brandão e Micheletti (1997) e Abdala (2002).

Esses autores como o texto relatam haver ''um descompasso dos livros didáticos em relação aos conhecimentos acumulados nas últimas décadas de pesquisa da Linguística e da Linguística Aplicada sobre leitura'' p. 377. Acredito que comentei acerca disso em alguma parte desse diário. Outros teóricos são citados, como Rojo e Batista (2003) que verificam que os livros didáticos estão melhorando, mas ainda precisam de muito mais.

Como demonstrado por Freitas e Valério (2000) com base em livros de 6⁰ a diversidade de gêneros nos livros ainda precisa ser ampliada, pois o enfoque recai em crônicas, poemas e contos, estes apresentados, em geral, através de fragmentos da obra original. Outros autores como Nogueira, Carvalho e Chaves (2003) salientam através de suas pesquisas que os livros ainda não apresentam uma proposta inovadora, principalmente na leitura multimodal com o uso de propagandas sendo feito apenas em função da gramática.

Esses apontamentos nos fazem refletir que as mudanças ocorrem lentamente, e que o papel da universidade é seguir fomentando pesquisa para que a estrutura educacional possa ser aprimorada cada vez mais. Dito isto, acredito que a presença da própria universidade em ambientes externos deveria ser mais atuante, porém eu entendo as dificuldades, entretanto, essa aproximação talvez facilitasse a aceitação dessa nova roupagem educacional que transgride os padrões conservadores da escola.

Quinta aula - ''Manaus em Poesia''

Quinta aula

''Manaus em Poesia - Evany Nascimento''





Eu me lembro desse dia com alegria, hahaha. Foi um dia em que eu cheguei cedo na faculdade, não almocei lá, infelizmente, porque ainda não peguei minha segunda via da carteirinha. Sad.

Nesse dia a professora nos mostrou todo o processo de produção do livro de poesias que fez sobre a cidade de Manaus. Livro esse que já nasceu da inspiração advinda de outro livro (me perdoe que eu esqueci de anotar e agora se perdeu na memória o livro e autor inspiração). 

Foi bem interessante entender como isso funciona. Antes de entrar na faculdade eu entendia o processo artístico como algo mais ligação à inspiração, não limitado a isso, só mais relacionado mesmo. Dessa forma eu acredita que a escrita de um livro de ficção ou poesia se dava mais no campo psicológico/emocional do que no campo da razão. Claro que essa ideia morreu no primeiro período de letras, mas, o reforço nessa aula foi positivo também.

Eu gosto bastante de escrever, não sei se um dia vou publicar algo, no entanto é bom entender cada etapa do processo, desde a criação, a arte gráfica e o ponto principal: os custos. Todo o plano de vendas da professora me deixou de boca aberta, só lamentei por ela não receber retorno financeiro. Mas dá sem dúvidas, um quentinho no coração, ver alguém criar um conteúdo tão bacana que será utilizado por professores <3

Da poesia em si, eu gostei também. Fiquei empolgadíssima quando vi nomes conhecidos, como por exemplo o do Otoni Mesquita. É um artista que eu admiro demais, já há alguns anos sempre que posso acompanho as exposições e palestras dele. Embora ele não seja manauara suas considerações acerca da cidade e da delicadeza que devemos ter ao tratar à sua história (principalmente a parte arquitetônica e o meio ambiente) são louváveis!

Outra pessoa que não é da cidadela manacaos, mas que foi fundamental para a confecção do livro é o Professor Valdemir. Vou usar esse espaço para comentar o que penso da presença dele nas aulas da professora. Acho a coisa mais fofa. Hahaha, sério. As vezes no meio acadêmico a competição nubla a visão das pessoas para as relações afetivas (as pessoas não acreditam em palavras positivas direcionadas à elas, leem sempre como falsidade ou puxa-saquismo). Eu não me ofendo com isso, mas limito minhas palavras, enfim.

Eu não me sinto confortável em uma sociedade competitiva, entendo sim que existe necessidade de selecionar pessoas de acordo com seus trabalhos, mas não sinto que eu perco algo me posicionando com tranquilidade e confiança de que tudo vai correr bem. Se estou fazendo o que é necessário e até além, eu confio em uma consequência positiva. Não sei se me fiz entender, basicamente acredito que tem espaços para todos e que onde não houver é possível criar.

Basicamente foi isso, vou deixar algumas imagens de uma exposição do Otoni Mesquita para ornar e enriquecer esse relato. 

*Exposição Ritos, ocorreu na galeria do ICBEU


Eu e uma amiga com o Otoni.







Quarta aula

Quarta aula

Infelizmente eu não estive presente nesta aula, mas meus colegas me contaram sobre o que aconteceu e o Ranmeson me emprestou algumas de suas anotações, dessa forma serei breve no meu relato mas pontual.

O primeiro momento da aula se deu com a apresentação do livro ''O Labirinto do Fauno''. Até então eu não sabia da existência desse livro, embora eu goste muuuuuito do filme, gosto tanto que anos atrás até comprei a mídia física, o famigerado dvd. Pena que este se perdeu na ilusão do tempo. Bem, o ponto que percebo é que o filme deu origem ao livro, uma situação inversa em relação ao que costuma ocorrer.

Após isso a aula foi se afunilando para a história da educação, desde como a escola pública surgiu com a função de forma matéria prima para o mercado de trabalho, até questões como a aquisição do livro didático por parte dos professores. Sabemos que o livro didático é um recurso excelente para ser utilizado, mas que devido a formação precária de professores durante um longo tempo foi utilizado como muleta para o ensino. 

Essa questão no entanto vem se alterando, lentamente, é claro. A influência das teorias linguísticas perpassa todo o processo de confecção das letras, e por menos que possamos visualizar de sua influência nos livros didáticos é possível perceber a sua alteração ao longo das décadas, tornando-o mais dinâmico a partir da inserção de mais gêneros textuais, da multimodalidade.

No segundo momento da aula houve apresentação do texto 7 ''Livros didáticos e avaliação de aprendizagem: uma revisão teórico-prática'' de Sueli S. Fidalgo. O enfoque foi na avaliação, é claro, e que remonta de um longo tempo. Outros pontos são a forma como o homem vem construindo suas atividades ao longo do tempo; a avaliação como punição ou ameaça; o enfoque avaliativo voltado apenas à preparação do aluno para exames, tal qual o vestibular e não para à vida. Com esses apontamentos somos direcionados a pergunta: qual o objetivo do livro didático?

Por fim, houve a presença do Professor Adriano, egresso da universidade. É gratificante saber que ele já tem um emprego, isso é claro enche nossos corações universitários de esperança. 

The end (o)