Quinta aula
''Manaus em Poesia - Evany Nascimento''
Eu me lembro desse dia com alegria, hahaha. Foi um dia em que eu cheguei cedo na faculdade, não almocei lá, infelizmente, porque ainda não peguei minha segunda via da carteirinha. Sad.
Nesse dia a professora nos mostrou todo o processo de produção do livro de poesias que fez sobre a cidade de Manaus. Livro esse que já nasceu da inspiração advinda de outro livro (me perdoe que eu esqueci de anotar e agora se perdeu na memória o livro e autor inspiração).
Foi bem interessante entender como isso funciona. Antes de entrar na faculdade eu entendia o processo artístico como algo mais ligação à inspiração, não limitado a isso, só mais relacionado mesmo. Dessa forma eu acredita que a escrita de um livro de ficção ou poesia se dava mais no campo psicológico/emocional do que no campo da razão. Claro que essa ideia morreu no primeiro período de letras, mas, o reforço nessa aula foi positivo também.
Eu gosto bastante de escrever, não sei se um dia vou publicar algo, no entanto é bom entender cada etapa do processo, desde a criação, a arte gráfica e o ponto principal: os custos. Todo o plano de vendas da professora me deixou de boca aberta, só lamentei por ela não receber retorno financeiro. Mas dá sem dúvidas, um quentinho no coração, ver alguém criar um conteúdo tão bacana que será utilizado por professores <3
Da poesia em si, eu gostei também. Fiquei empolgadíssima quando vi nomes conhecidos, como por exemplo o do Otoni Mesquita. É um artista que eu admiro demais, já há alguns anos sempre que posso acompanho as exposições e palestras dele. Embora ele não seja manauara suas considerações acerca da cidade e da delicadeza que devemos ter ao tratar à sua história (principalmente a parte arquitetônica e o meio ambiente) são louváveis!
Outra pessoa que não é da cidadela manacaos, mas que foi fundamental para a confecção do livro é o Professor Valdemir. Vou usar esse espaço para comentar o que penso da presença dele nas aulas da professora. Acho a coisa mais fofa. Hahaha, sério. As vezes no meio acadêmico a competição nubla a visão das pessoas para as relações afetivas (as pessoas não acreditam em palavras positivas direcionadas à elas, leem sempre como falsidade ou puxa-saquismo). Eu não me ofendo com isso, mas limito minhas palavras, enfim.
Eu não me sinto confortável em uma sociedade competitiva, entendo sim que existe necessidade de selecionar pessoas de acordo com seus trabalhos, mas não sinto que eu perco algo me posicionando com tranquilidade e confiança de que tudo vai correr bem. Se estou fazendo o que é necessário e até além, eu confio em uma consequência positiva. Não sei se me fiz entender, basicamente acredito que tem espaços para todos e que onde não houver é possível criar.
Basicamente foi isso, vou deixar algumas imagens de uma exposição do Otoni Mesquita para ornar e enriquecer esse relato.
*Exposição Ritos, ocorreu na galeria do ICBEU
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| Eu e uma amiga com o Otoni. | |
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