Primeira aula
Nesse dia cheguei atrasada na aula. Já sabia que a professora era a Evany, então não me surpreendi quando vi a arrumação diferenciada na sala e a mesa de lanches. No período das férias participei das aulas de ''História da Arte'' e já estava familiarizada com essas peculiaridades.
Me sentei no primeiro lugar que vi e comecei a prestar atenção na aula, também tratei de anotar o conteúdo que estava no quadro. A professora estava falando do ''Diário de bordo'' que deveríamos fazer, mostrou seus vários diários, com ênfase nos que documentavam suas viagens.
Eu particularmente gosto de fazer trabalhos ~artísticos~ então, é satisfatório ter esse tipo de avaliação. No cotidiano da academia somos poucos instigados a isso, e até acho que faz um pouco de sentido, já que precisamos abarcar em pouco tempo uma absurda quantidade de teoria e não existe tanto espaço pra práticas de desenvolvimento pessoal.
Porém, eu fiquei matutando comigo mesma, que nessa semana especificamente havia ouvido vários casos problemáticos dentro da universidade, muitas pessoas se sentindo mal (depressão, ansiedade) comportamentos antiéticos, preconceito etc, e que talvez, aulas mais ''livres'' como essa se tornassem um ''save point'' para quem não está indo tão bem.
Porém, eu fiquei matutando comigo mesma, que nessa semana especificamente havia ouvido vários casos problemáticos dentro da universidade, muitas pessoas se sentindo mal (depressão, ansiedade) comportamentos antiéticos, preconceito etc, e que talvez, aulas mais ''livres'' como essa se tornassem um ''save point'' para quem não está indo tão bem.
Prosseguindo, depois que mostrou seus diários começou a falar dos feitos pela sua turma anterior. Alguns dos alunos estavam lá e mostraram seus diários também. Fiquei chocada com a criatividade deles e pensativa sobre o que poderia fazer que fosse tão legal quanto.
Eu gosto de toda expressão artística, mas não sou boa em todas elas, nem almejo ser, só de poder desfrutar das produções alheias já me deixa feliz. Mas, como também produzo uma coisa e outra, tracei a meta de que queria fazer algo ao menos interessante. Não tive muito debate sobre fazer algo que fosse a minha cara, porquê penso que isso é óbvio, não tenho como ''parir'' um trabalho sem semeá-lo com a minha essência.
Eu gosto de toda expressão artística, mas não sou boa em todas elas, nem almejo ser, só de poder desfrutar das produções alheias já me deixa feliz. Mas, como também produzo uma coisa e outra, tracei a meta de que queria fazer algo ao menos interessante. Não tive muito debate sobre fazer algo que fosse a minha cara, porquê penso que isso é óbvio, não tenho como ''parir'' um trabalho sem semeá-lo com a minha essência.
Daí então foi que pensei, vai ser artesanal e cheio de firula, haha. Pensando mais um pouco pensei em fazer um grimório. Um grimório nada mais é do que um livro mágico que contém feitiços, poções e informações do fazer da encantaria. (bem, nota-se que não fiz isso).
Voltando para o momento da aula. A professora nos liberou para o intervalo às 15:40min, indicou que o lanche era livre e que haviam pequenas poções (bombons) disponíveis. Eu comi bolo, suco e torrada junto dos meus amigos mais próximos. Estava super agitada esse dia e falei muito durante o intervalo.
Ah sim, a professora deixou que ficássemos até 16:40min no auditório para a apresentação do projeto de expansão da ENS. Eu fui lá junto com algumas pessoas, mas não estava acontecendo apresentação nenhuma ainda, embora houvessem alguns alunos e professores, bem como slides indicando que começaria em breve.
Voltando para o momento da aula. A professora nos liberou para o intervalo às 15:40min, indicou que o lanche era livre e que haviam pequenas poções (bombons) disponíveis. Eu comi bolo, suco e torrada junto dos meus amigos mais próximos. Estava super agitada esse dia e falei muito durante o intervalo.
Ah sim, a professora deixou que ficássemos até 16:40min no auditório para a apresentação do projeto de expansão da ENS. Eu fui lá junto com algumas pessoas, mas não estava acontecendo apresentação nenhuma ainda, embora houvessem alguns alunos e professores, bem como slides indicando que começaria em breve.
Perto do horário estipulado para voltar ''peguei o beco'' junto da galera, além de tudo estava super frio lá dentro e eu não levei meu casaco. De volta a sala de aula, mais pessoas falaram sobre o processo de produção de seus diários. Um moça ainda comentou sobre a leitura de um texto, e o quanto foi emocionante para a turma dela no dia.
Fiquei refletindo nisso, o quanto momentos como esse são necessários para limpeza emocional, visto que em geral nossa persona pública não nos permite DEMONSTRAR emoções ou sentimentos, pois são lidos como fraqueza. Penso que isso é muito incoerente, ao mesmo tempo que também não saio chorando e me emocionando facilmente por aí, as vezes até acho que algumas reações são muito tolas, mas são para mim, pois é a forma que sinto e não devo julgar como o outro vai sentir e viver determinada situação.
Continuando e indo em direção ao fim da aula. Uma moça da turma anterior fez seu diário em forma de paródias, haha, achei ela bastante corajosa porque certamente foi desgastante. A professora a convidou para fazer uma paródia nova que falasse da disciplina como um todo.
A moça começou a tocar e cantar e a princípio ninguém a acompanhou, embora a letra estivesse no quadro. Depois a professora começou a filmar e disse ''todo mundo com cara de feliz'' eu fiquei, acho que meio neutra, não é uma situação que me deixe desconfortável, mas ainda estava em processo de reconhecimento da situação.
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