Novamente cheguei no horário certo na faculdade. Sempre que preciso apresentar algum trabalho chego com antecedência. A razão disso é que tiro o máximo de tempo para reler anotações ou fazer novas anotações. Além de ser bastante tímida, sério, eu passo mal falando em público (o que eu tento fazer sempre que posso até acostumar) estou em um período de esquecimento brutal.
Nesse dia nos precisávamos apresentar o texto 8 ''Leitura de gêneros discursivos em livros didáticos: limitações e dificuldades'' da Maria Aparecida Garcia. Esse tema me recorda bastante das aulas de ''Leitura e Produção Textual'' da Professora Neiva. Pois muito bem, eu tinha lido o texto no dia anterior e também na sexta-feira em questão, esquematizamos com antecedência o que cada um iria falar. A minha parte não era muito extensa, afinal o texto é relativamente pequeno.
O meu tópico de discussão intitulava-se ''A leitura pela proposta de livros didáticos de Língua Portuguesa''. Nele se pontua que as discussões acerca do livro didático vem sendo feitas desde o final da década de 70 por autores como Geraldi (1984), Mendonça (2001), Marcuschi (1997), Brandão e Micheletti (1997) e Abdala (2002).
Esses autores como o texto relatam haver ''um descompasso dos livros didáticos em relação aos conhecimentos acumulados nas últimas décadas de pesquisa da Linguística e da Linguística Aplicada sobre leitura'' p. 377. Acredito que comentei acerca disso em alguma parte desse diário. Outros teóricos são citados, como Rojo e Batista (2003) que verificam que os livros didáticos estão melhorando, mas ainda precisam de muito mais.
Como demonstrado por Freitas e Valério (2000) com base em livros de 6⁰ a diversidade de gêneros nos livros ainda precisa ser ampliada, pois o enfoque recai em crônicas, poemas e contos, estes apresentados, em geral, através de fragmentos da obra original. Outros autores como Nogueira, Carvalho e Chaves (2003) salientam através de suas pesquisas que os livros ainda não apresentam uma proposta inovadora, principalmente na leitura multimodal com o uso de propagandas sendo feito apenas em função da gramática.
Esses apontamentos nos fazem refletir que as mudanças ocorrem lentamente, e que o papel da universidade é seguir fomentando pesquisa para que a estrutura educacional possa ser aprimorada cada vez mais. Dito isto, acredito que a presença da própria universidade em ambientes externos deveria ser mais atuante, porém eu entendo as dificuldades, entretanto, essa aproximação talvez facilitasse a aceitação dessa nova roupagem educacional que transgride os padrões conservadores da escola.
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