domingo, 1 de dezembro de 2019

Encerramento


Após passarmos por todos esses dias, fica aqui o meu agradecimento pelas aulas e a experiência adquirida. Trabalhar o quanto que seja com arte é imensamente gratificante, extrair conhecimentos desta para a confecção do trabalho de educador mais ainda. Sendo assim, recomendo que os próximos alunos aproveitem ao máximo a oportunidade. 

Até mais!



Thallita (Ceci) Mota de Oliveira

Nona aula

Nona aula

Incrivelmente eu me recordo de poucas coisas dessa aula, embora ela seja importante já que foi nela que vimos os resultados em curta dos colegas. Particularmente os que vi eu gostei bastante, o das meninas do noturno ficou super bem feito e o fato de conversar com temas da política atual foi mais legal ainda.

Depois disso o último grupo dos seminários se apresentou, o tema deles era: ''Pedagogia dos multiletramentos e minicontos multimodais'' novamente é impossível não recordar da Professora Neiva com essa temática. Se discute com esse tema a necessidade da escola se diversificar suas atividades, agregando novas formas de comunicação.

É impossível para a escola acompanhar todas as evoluções que vem ocorrendo ao longo dos anos, no entanto é necessário sempre renovar a forma de ensino, afinal os alunos de hoje não são mais ou mesmo de 10 anos atrás. As ferramentas de acesso a comunicação ampliam as fronteiras e devem ser assimiladas pela escola quebrando paradigmas conservadores de educação.

Agora sim me recordo de um ponto importante deste dia. Durante um momento da aula descobrimos que o Ex-Presidente Lula estava livre. Foi #LulaLivre para todos os lados. Foi difícil nos concentrarmos a partir daí. Eu admito que abri o instagram e fiquei com um dos lados do fone ouvindo o discurso dele após sair da cadeia.

Não sei se a professora notou isso, o grupo que estava se apresentando continuou seu trabalho normalmente e após o rebuliço da notícia se apaziguar levemente, passamos a prestar um pouco mais de atenção à fala deles.

Por fim a professora deu algumas considerações e chamou para comentarmos. Lembro que a Diana falou alguma coisa, elogiou inclusive uma das moças do grupo que estava se apresentando, e claro, comentou sobre o ocorrido com o Lula.

Sétima aula - Oficina do Objeto

Sétima aula 

Oficina do Objeto

Infelizmente também não pude estar nessa aula, acredite eu tentei. Cheguei ao ponto de estar toda arrumada para ir, mas devido a problemas na minha casa precisei ficar. Eu fiquei um pouco chateada porque as oficinas são literalmente as melhores aulas da disciplina, e eu já tinha tido resultados insatisfatórios na oficina de fanzine.

Sei um pouco sobre esse dia, aliás, kkkkk, as fotos da mesa não me chocam nem um pouco. Vários livros e alguns kindles, ''letreiro'' é assim. Embora eu ame todos os meus livros, se tivesse ido para a faculdade teria levado - muito provavelmente -  algumas das minhas pedras (fragmentos de rocha) e conchas. Eu tenho vários cristais, não costumo levá-los para passear com frequência, exceto para lavar na água do rio ou tomar sol.

A outra opção seriam alguns dos meus desenhos, k, mas provavelmente não teria rolado porque eu não consegui entendê-los como objeto.

Enfim, não tenho muito o que dizer além disso, sorry, professora. Vou deixar algumas fotos das pedras a seguir:









Oitava aula

Oitava aula

Oficina de Stop-motion 

Como diria o jovem manauara ''Aí sim, meu patrão''. Nesse dia eu tinha 293840824 de coisas pra fazer e quando cheguei na faculdade o meu grupo já estava do lado de fora começando a se organizar. Perguntei em que pé andavam as coisas e ouvi o breve relato do nosso roteiro. Rimos muito e fui pro barranco alterar a posição dos bonequinhos.

Eu já sabia que ia acontecer a oficina então fui preparada com vários ''bregueços'' pessoais. Calhou de que o barco usado por nós, foi uma folha (não me pergunte do que, pois desconheço a planta) que eu tinha colhido de alguma andança pela mata tempos atrás. Por sorte também, nesse dia fui de havaianas e short. Um dia sem dúvidas feliz, andar sempre de tênis e calça (mesmo que eu evite ao máximo jeans) me dá agonia.

Eu me empolgo muito com esse tipo de atividade, então fiquei todo o tempo auxiliando no processo. Todo mundo ajudou, é claro, mas eu acho que nem todos se divertiram tanto quanto eu. Eu até compreendo, estava um dia mormacento. Enfim, entre mexe-mexe de boneco, fotos embaçadas e quilos de barro nas sandálias e sapatos do povo conseguimos fazer o curta. 

O resultado foi... lastimável.

É, eu sei, bem chato que todas as minhas oficinas tenham me rendido resultados insatisfatórios. MAS, não é preciso choro. Quando voltamos para sala a professora comentou sobre o processo, sobre experimentação e deixou aberto que poderíamos refazer nossos vídeos. Plau, marcamos de refazer na terça de manhã, resultado: fizemos quinta-feira a noite no r.u. 

Literalmente fomos os últimos a sair. A Ester até ficou responsável por apagar as luzes. Foi um dia tenso, Ranmeson e Lourdes estavam tristes pois perderam um capítulo da novela. O bom foi que em dado momento o celular em que estavam sendo feitas as fotografias descarregou, aí eles usaram esse tempo para assistir um bocadinho da novela.

Enfim, o resultado desse segundo vídeo foi muito mais satisfatório. Eu realmente acho aquele porco profeta a coisa mais fofa do mundo. O ponto alto para mim é a Baleia dentro do barco, sério, isso me lembra o D2 que nos trás infinitas possibilidades de criar. Resultado: amei fazer stop-motion e certamente farei outros. Quero fazer a cena icônica de ''2001 - Uma Odisseia no Espaço'' só para começar.




















Sexta aula

Sexta aula


Novamente cheguei no horário certo na faculdade. Sempre que preciso apresentar algum trabalho chego com antecedência. A razão disso é que tiro o máximo de tempo para reler anotações ou fazer novas anotações. Além de ser bastante tímida, sério, eu passo mal falando em público (o que eu tento fazer sempre que posso até acostumar) estou em um período de esquecimento brutal.

Nesse dia nos precisávamos apresentar o texto 8 ''Leitura de gêneros discursivos em livros didáticos: limitações e dificuldades'' da Maria Aparecida Garcia. Esse tema me recorda bastante das aulas de ''Leitura e Produção Textual'' da Professora Neiva. Pois muito bem, eu tinha lido o texto no dia anterior e também na sexta-feira em questão, esquematizamos com antecedência o que cada um iria falar. A minha parte não era muito extensa, afinal o texto é relativamente pequeno.

O meu tópico de discussão intitulava-se ''A leitura pela proposta de livros didáticos de Língua Portuguesa''. Nele se pontua que as discussões acerca do livro didático vem sendo feitas desde o final da década de 70 por autores como Geraldi (1984), Mendonça (2001), Marcuschi (1997), Brandão e Micheletti (1997) e Abdala (2002).

Esses autores como o texto relatam haver ''um descompasso dos livros didáticos em relação aos conhecimentos acumulados nas últimas décadas de pesquisa da Linguística e da Linguística Aplicada sobre leitura'' p. 377. Acredito que comentei acerca disso em alguma parte desse diário. Outros teóricos são citados, como Rojo e Batista (2003) que verificam que os livros didáticos estão melhorando, mas ainda precisam de muito mais.

Como demonstrado por Freitas e Valério (2000) com base em livros de 6⁰ a diversidade de gêneros nos livros ainda precisa ser ampliada, pois o enfoque recai em crônicas, poemas e contos, estes apresentados, em geral, através de fragmentos da obra original. Outros autores como Nogueira, Carvalho e Chaves (2003) salientam através de suas pesquisas que os livros ainda não apresentam uma proposta inovadora, principalmente na leitura multimodal com o uso de propagandas sendo feito apenas em função da gramática.

Esses apontamentos nos fazem refletir que as mudanças ocorrem lentamente, e que o papel da universidade é seguir fomentando pesquisa para que a estrutura educacional possa ser aprimorada cada vez mais. Dito isto, acredito que a presença da própria universidade em ambientes externos deveria ser mais atuante, porém eu entendo as dificuldades, entretanto, essa aproximação talvez facilitasse a aceitação dessa nova roupagem educacional que transgride os padrões conservadores da escola.

Quinta aula - ''Manaus em Poesia''

Quinta aula

''Manaus em Poesia - Evany Nascimento''





Eu me lembro desse dia com alegria, hahaha. Foi um dia em que eu cheguei cedo na faculdade, não almocei lá, infelizmente, porque ainda não peguei minha segunda via da carteirinha. Sad.

Nesse dia a professora nos mostrou todo o processo de produção do livro de poesias que fez sobre a cidade de Manaus. Livro esse que já nasceu da inspiração advinda de outro livro (me perdoe que eu esqueci de anotar e agora se perdeu na memória o livro e autor inspiração). 

Foi bem interessante entender como isso funciona. Antes de entrar na faculdade eu entendia o processo artístico como algo mais ligação à inspiração, não limitado a isso, só mais relacionado mesmo. Dessa forma eu acredita que a escrita de um livro de ficção ou poesia se dava mais no campo psicológico/emocional do que no campo da razão. Claro que essa ideia morreu no primeiro período de letras, mas, o reforço nessa aula foi positivo também.

Eu gosto bastante de escrever, não sei se um dia vou publicar algo, no entanto é bom entender cada etapa do processo, desde a criação, a arte gráfica e o ponto principal: os custos. Todo o plano de vendas da professora me deixou de boca aberta, só lamentei por ela não receber retorno financeiro. Mas dá sem dúvidas, um quentinho no coração, ver alguém criar um conteúdo tão bacana que será utilizado por professores <3

Da poesia em si, eu gostei também. Fiquei empolgadíssima quando vi nomes conhecidos, como por exemplo o do Otoni Mesquita. É um artista que eu admiro demais, já há alguns anos sempre que posso acompanho as exposições e palestras dele. Embora ele não seja manauara suas considerações acerca da cidade e da delicadeza que devemos ter ao tratar à sua história (principalmente a parte arquitetônica e o meio ambiente) são louváveis!

Outra pessoa que não é da cidadela manacaos, mas que foi fundamental para a confecção do livro é o Professor Valdemir. Vou usar esse espaço para comentar o que penso da presença dele nas aulas da professora. Acho a coisa mais fofa. Hahaha, sério. As vezes no meio acadêmico a competição nubla a visão das pessoas para as relações afetivas (as pessoas não acreditam em palavras positivas direcionadas à elas, leem sempre como falsidade ou puxa-saquismo). Eu não me ofendo com isso, mas limito minhas palavras, enfim.

Eu não me sinto confortável em uma sociedade competitiva, entendo sim que existe necessidade de selecionar pessoas de acordo com seus trabalhos, mas não sinto que eu perco algo me posicionando com tranquilidade e confiança de que tudo vai correr bem. Se estou fazendo o que é necessário e até além, eu confio em uma consequência positiva. Não sei se me fiz entender, basicamente acredito que tem espaços para todos e que onde não houver é possível criar.

Basicamente foi isso, vou deixar algumas imagens de uma exposição do Otoni Mesquita para ornar e enriquecer esse relato. 

*Exposição Ritos, ocorreu na galeria do ICBEU


Eu e uma amiga com o Otoni.







Quarta aula

Quarta aula

Infelizmente eu não estive presente nesta aula, mas meus colegas me contaram sobre o que aconteceu e o Ranmeson me emprestou algumas de suas anotações, dessa forma serei breve no meu relato mas pontual.

O primeiro momento da aula se deu com a apresentação do livro ''O Labirinto do Fauno''. Até então eu não sabia da existência desse livro, embora eu goste muuuuuito do filme, gosto tanto que anos atrás até comprei a mídia física, o famigerado dvd. Pena que este se perdeu na ilusão do tempo. Bem, o ponto que percebo é que o filme deu origem ao livro, uma situação inversa em relação ao que costuma ocorrer.

Após isso a aula foi se afunilando para a história da educação, desde como a escola pública surgiu com a função de forma matéria prima para o mercado de trabalho, até questões como a aquisição do livro didático por parte dos professores. Sabemos que o livro didático é um recurso excelente para ser utilizado, mas que devido a formação precária de professores durante um longo tempo foi utilizado como muleta para o ensino. 

Essa questão no entanto vem se alterando, lentamente, é claro. A influência das teorias linguísticas perpassa todo o processo de confecção das letras, e por menos que possamos visualizar de sua influência nos livros didáticos é possível perceber a sua alteração ao longo das décadas, tornando-o mais dinâmico a partir da inserção de mais gêneros textuais, da multimodalidade.

No segundo momento da aula houve apresentação do texto 7 ''Livros didáticos e avaliação de aprendizagem: uma revisão teórico-prática'' de Sueli S. Fidalgo. O enfoque foi na avaliação, é claro, e que remonta de um longo tempo. Outros pontos são a forma como o homem vem construindo suas atividades ao longo do tempo; a avaliação como punição ou ameaça; o enfoque avaliativo voltado apenas à preparação do aluno para exames, tal qual o vestibular e não para à vida. Com esses apontamentos somos direcionados a pergunta: qual o objetivo do livro didático?

Por fim, houve a presença do Professor Adriano, egresso da universidade. É gratificante saber que ele já tem um emprego, isso é claro enche nossos corações universitários de esperança. 

The end (o)




Terceira aula - Oficina de Fanzine

Terceira aula 


↪ Oficina de Fanzine 

Estava bastante animada para esse dia, infelizmente não consegui chegar pontualmente na aula. Um defeito perceptível para todos, mas que busco minimizar ao máximo até que se torne, apenas, uma lembrança. 

Ao entrar na sala percebi que a professora passava instruções acerca de como fazer as dobraduras no papel, para que assim ele tomasse a forma de ~caderninho. Um pouco depois disso já fomos nos organizando para iniciar o processo de colagem. Eu estava chateada, sempre que saio de casa tenho inúmeras pequeninas coisas para resolver, e os contratempos-gatos, o que me fez esquecer alguns poemas que havia separado para levar na oficina. 

Consegui ainda pegar as imagens que havia recortado no dia anterior. Algumas eu já tinha, pois gostava de fazer colagem em MDF um tempo atrás. Atividade que aprendi com meu namorado que durante um bom tempo fazia decupagem em objetos, em geral com temática de super heróis (que acho um tema entediante, por sinal). 

A sala em que fazemos as aulas da disciplina em questão é bem pequena. Em geral isso não me incomodaria, mas nesse dia eu só conseguia pensar em como gostaria de mais espaço para espalhar as imagens e ter uma visão ampla de tudo. Na impossibilidade de fazer isso onde estava, convidei minha amiga Maíra para sentarmos no chão, adquirindo assim uma nesga de liberdade. Foi mais proveitoso daí em diante. 

Fiquei me perguntando o que deveria fazer e só consegui pensar nas poesias perdidas, por isso esse foi o título do meu zine. Confesso, no entanto, que o projeto na minha mente era bem diferente do resultado final. Quando depois de 1:30min de corte, colagem e cola grudenta nas mãos, eu finalmente desci para imprimir meu trabalho e o resultado foi... desapontador. 

Obviamente eu não demonstrei isso para ninguém, enfim, o processo de aprendizado se dá dessa maneira. Erros e acertos, tentativas e mais tentativas. Pensei que estava ''ok'' para um primeiro fanzine e retornei para a sala. Lá deixei meu trabalho na mesa da professora, penso que já eram 15min para às 18h, terminei tarde, mas não era a única. 

Fiz uma boquinha, haha (grata pelo lanche sempre <3) e desci para o hall, pois fazia parte da comissão de inscrição e ficava lá toda sexta. This is it.



Segunda aula

Segunda aula

Chegando na aula a professora estava apresentando o conceito de material didático. Apesar de ''entender'' o uso do material didático, nunca pensei nas reflexões teóricas acerca dele.  Pois muito bem, a monitoria da professora Evany me deu a lista de presença e como o dia estava muito quente, tão quente que no relógio digital apontava 40ª, eu só consegui colocar como ''palavra do dia'' calor. Da parada até a unidade da ens eu caminho uns 7min, então ainda estava me recuperando.

Além da presença também haviam outras duas folhas que a monitora me entregou, mas não podia
virá-las ainda. Enquanto a professora falava fui anotando rapidamente as informações do quadro
e ao terminar anotei o que ela dizia. Geralmente eu anoto muito nas aulas, em palestras, basicamente
é meu meio preferido de estudar, assim consigo centrar bem no que está sendo dito e tenho SEGURANÇA caso me perguntem algo. Mas prefiro que não perguntem, até por isso sempre anoto,
isso evita que o olhar do professor, seja ele qual for, me alcance. 

É algo que aos poucos vou melhorando, tanto que até comentei algo na aula, isso foi mais lá na frente, quando a professora perguntou se havíamos lido a impressão que ela entregou na semana anterior com trechos de diários dos alunos e sugestões para a disciplina. Eu li essa folha no dia mesmo, não identifiquei gente conhecida porque não falo com tanta gente assim, mas foi bem interessante, me surpreendeu. Observando agora minhas anotações, vejo a pergunta: 

O que é material didático?

Vou tentar voltar no tempo e lembrar como o conceituava. Surgem diversas imagens na minha mente, livros, revistas, filmes, jogos manuais ou digitais. Sempre nesse nicho de recursos físicos ''comerciais'' e alguns ''originais''. É interessante rever isso, porque ao ouvir as ideias da professora, eu não me choco com as possibilidades de material, mas eu não as inseria nos meus planejamentos de aulas futuras. Inseria muito filme, isso eu admito.

A professora continuou falando sobre os tipos de material didático, já citei alguns acima mas
vou listá-los em ordem, são eles: 

  1. Material original: que nasce através do olhar do professor sobre um objeto;
  2. Material comercial: que é pensado já para o fazer escolar;
  3. Material desenvolvido pelo professor: que penso será o que mais utilizarei junto material ao material original;
  4. Material humano: são aliados (esse outro conceito que a professora explorou nessa aula).

Assim a aula seguiu até o intervalo. Nesse dia seríamos liberados às 16h, mas acabamos ficando o horário inteiro, pois o compromisso da professora foi cancelado. Durante o intervalo fiquei conversando com o Ranmeson sobre nossos animais de estimação, foi legal, quis pontuar isso porquê gosto muito de animais. Na retomada da aula a professora falou sobre as múltiplas inteligências e como deveríamos nos preocupar em oportunizar aos alunos desenvolvê-las, ou seja, fazer avaliações e atividades diferentes, usar alunos como aliados na confecção de trabalhos específicos que valorizem suas potencialidades, etc. 

Isso é muito bom, não nos vejo vivendo isso na faculdade com tanta frequência. O que me lembra das aulas de ''História da Arte'' em que me sentia muito feliz de poder produzir. Um pouquinho de desenho, de pintura, já é um agrado para o coração. Chegando no fim da aula a professora Evanny junto da sua monitora fizeram dos textos para discussão. Meu grupo ficou com o texto 8, na apresentação que ocorrerá (ou melhor já ocorreu, pois falo do passado no futuro) dia 11/10/19. Antes dessa apresentação temos mais dois grupos e antes deles a Oficina de Fanzine para a qual já estive muito animada, pois estou falando no futuro e já vivi isso.

Sobre o algo que comentei na aula, foi a respeito de um trecho do diário de alguém que dizia sobre a aula ser cronometrada igual o tempo numa fábrica do distrito. A professora falou sobre isso dizia o quanto era importante ordenarmos e reordenarmos o nosso tempo, afim de aproveitá-lo melhor na aula. Nas minhas anotações pessoais escrevi ''aprender a lidar com Saturno'', pois gosto de enxergar com olhos de místico, nem que seja para avivar a monotoniado dia a dia. 

Enfim, quando a aula terminou fiquei lá um tempo, ouvindo conversas de colegas e pensando sobre. Depois desci para ficar no hall, pois estava fazendo o turno noturno de inscrição para semana de letras. Bem chato ficar sexta à noite depois da aula na faculdade, o ponto positivo é que não peguei o horário de pico das 18h para voltar para casa. 

Na verdade, quase sempre espero umas 19h para ir embora, costumo acompanhar amigos pras suas paradas e ficar lá conversando, depois vou pra minha e aguardo o 356/357. Não reclamo porque não curto a ideia de ter carro, nem tenho dinheiro para manter um e nem gosto da obsessão manauara com veículos e toda a poluição que eles geram e todo o inferno de trânsito que causam. Um salve para o transporte público decente!

Primeira aula

Primeira aula

Nesse dia cheguei atrasada na aula. Já sabia que a professora era a Evany, então não me surpreendi quando vi a arrumação diferenciada na sala e a mesa de lanches. No período das férias participei das aulas de ''História da Arte'' e já estava familiarizada com essas peculiaridades.

Me sentei no primeiro lugar que vi e comecei a prestar atenção na aula, também tratei de anotar o conteúdo que estava no quadro. A professora estava falando do ''Diário de bordo'' que deveríamos fazer, mostrou seus vários diários, com ênfase nos que documentavam suas viagens.
Eu particularmente gosto de fazer trabalhos ~artísticos~ então, é satisfatório ter esse tipo de avaliação. No cotidiano da academia somos poucos instigados a isso, e até acho que faz um pouco de sentido, já que precisamos abarcar em pouco tempo uma absurda quantidade de teoria e não existe tanto espaço pra práticas de desenvolvimento pessoal.

Porém, eu fiquei matutando comigo mesma, que nessa semana especificamente havia ouvido vários casos problemáticos dentro da universidade, muitas pessoas se sentindo mal (depressão, ansiedade) comportamentos antiéticos, preconceito etc, e que talvez, aulas mais ''livres'' como essa se tornassem um ''save point'' para quem não está indo tão bem.
Prosseguindo, depois que mostrou seus diários começou a falar dos feitos pela sua turma anterior. Alguns dos alunos estavam lá e mostraram seus diários também. Fiquei chocada com a criatividade deles e pensativa sobre o que poderia fazer que fosse tão legal quanto.

Eu gosto de toda expressão artística, mas não sou boa em todas elas, nem almejo ser, só de poder desfrutar das produções alheias já me deixa feliz. Mas, como também produzo uma coisa e outra, tracei a meta de que queria fazer algo ao menos interessante. Não tive muito debate sobre fazer algo que fosse a minha cara, porquê penso que isso é óbvio, não tenho como ''parir'' um trabalho sem semeá-lo com a minha essência.
Daí então foi que pensei, vai ser artesanal e cheio de firula, haha. Pensando mais um pouco pensei em fazer um grimório. Um grimório nada mais é do que um livro mágico que contém feitiços, poções e informações do fazer da encantaria. (bem, nota-se que não fiz isso).

Voltando para o momento da aula. A professora nos liberou para o intervalo às 15:40min, indicou que o lanche era livre e que haviam pequenas poções (bombons) disponíveis. Eu comi bolo, suco e torrada junto dos meus amigos mais próximos. Estava super agitada esse dia e falei muito durante o intervalo.

Ah sim, a professora deixou que ficássemos até 16:40min no auditório para a apresentação do projeto de expansão da ENS. Eu fui lá junto com algumas pessoas, mas não estava acontecendo apresentação nenhuma ainda, embora houvessem alguns alunos e professores, bem como slides indicando que começaria em breve.

Perto do horário estipulado para voltar ''peguei o beco'' junto da galera, além de tudo estava super frio lá dentro e eu não levei meu casaco. De volta a sala de aula, mais pessoas falaram sobre o processo de produção de seus diários. Um moça ainda comentou sobre a leitura de um texto, e o quanto foi emocionante para a turma dela no dia.

Fiquei refletindo nisso, o quanto momentos como esse são necessários para limpeza emocional, visto que em geral nossa persona pública não nos permite DEMONSTRAR emoções ou sentimentos, pois são lidos como fraqueza. Penso que isso é muito incoerente, ao mesmo tempo que também não saio chorando e me emocionando facilmente por aí, as vezes até acho que algumas reações são muito tolas, mas são para mim, pois é a forma que sinto e não devo julgar como o outro vai sentir e viver determinada situação.

Continuando e indo em direção ao fim da aula. Uma moça da turma anterior fez seu diário em forma de paródias, haha, achei ela bastante corajosa porque certamente foi desgastante. A professora a convidou para fazer uma paródia nova que falasse da disciplina como um todo.

A moça começou a tocar e cantar e a princípio ninguém a acompanhou, embora a letra estivesse no quadro. Depois a professora começou a filmar e disse ''todo mundo com cara de feliz'' eu fiquei, acho que meio neutra, não é uma situação que me deixe desconfortável, mas ainda estava em processo de reconhecimento da situação. 

Enfim, no mais foi isso. Fomos liberados e tínhamos 3min para sair da sala. Eu provavelmente saí em menos de 1min, só peguei minha lembrancinha e vazei, tinha combinado de ficar fazendo as inscrições da semana de letras durante a noite e queria chegar antes pra tirar dúvidas e tal.